
Estamos passando por um período complicado no Agronegócio Brasileiro, mesmo possuindo uma boa eficiência produtiva, em grande parte do que produzimos, estamos reféns da variação mundial do mercado, tanto quando pensamos em venda de grãos como a soja por exemplo, quanto na compra de insumos e implementos para a produção.
Para não ficarmos ainda mais reféns deste mercado mundial, o qual não possuímos força para mudar ou definir, é importante observar o que podemos realizar dentro do processo produtivo, buscando maiores rentabilidades. E a pergunta que fica é...
O que podemos fazer para melhorar os resultados dentro da porteira?
O principal local onde podemos causar uma maior lucratividade é dentro da porteira, realizando uma produção mais eficiente e assim, tento um retorno maior do capital investido.
Um dos principais gastos que possuímos dentro da agricultura é a utilização de adubos químicos para disponibilizar os nutrientes necessários para as plantas. Devido a falta de reservas naturais, o alto custo de produção dentro do Brasil e a falta de incentivo com esta indústria tão importante, que auxilia a garantia alimentar e produtiva do Brasil.
Possuímos poucos recursos e industrias nacionais que disponibilizem estes adubos, assim ficando ainda mais refém do mercado internacional, tanto em quantidade como em preço.
O Nitrogênio é um nutriente que possui uma necessidade muito grande pelas plantas, existe a possibilidade futura de produção nacional de fertilizantes nitrogenados a preços competitivos com o mercado internacional, porém, mesmo tendo a segurança de suprir a demanda nacional no futuro, o principal desafio que temos com a utilização destes fertilizantes é melhorar sua eficiência no campo, devido a sua alta volatilizado e lixiviação quando aplicado nas lavouras.
Para entender melhor sobre a interação das plantas com o Nitrogênio, além do ciclo e das principais fontes de nitrogênio para a agricultura, segue publicação para possibilitar um melhor entendimento.

Para entender um pouco mais sobre o plano nacional de fertilizantes, que desenvolveu metas a serem atingidas pela nação até 2050, é só dar play no episódio abaixo, com participação de José Carlos de Lima Junior da Markestrat
“Mais de 40% do fertilizante nitrogenado é perdido para a atmosfera quando aplicado no campo. Além disso, o fertilizante nitrogenado é um insumo caro e, em grande parte, importado”, revela o chefe-geral da Embrapa Solos, José Carlos Polidoro.
Para buscar uma melhor utilização deste fertilizante tão importante para atingirmos patamares produtivos cada vez maiores, mantendo é claro uma maior rentabilidade para o produtor, é necessária a utilização de tecnologias, manejos e conhecimento para melhor o aproveitamento desse nutriente.
Hoje possuímos várias tecnologias que podem auxiliar nisso, como é o caso dos inibidores de uréase, que quando incorporados nos grânulos do fertilizante, conseguem aumentar a sua eficiência.
O conhecimento para ter uma melhor tomada de decisão é fundamental, sendo o principal diferencial para se montar um plano de fertilização nitrogenada, assim melhorando o aproveitamento do fertilizando.
Para auxiliar ainda mais com esse conhecimento, conversamos com o Professor da UFRGS Dr. André Vian, no episódio 150º AD – Adubação Nitrogenada no Milho, onde falamos sobre possíveis estratégias para se obter maior aproveitamento nesta cultura, para ouvir é só clicar na imagem ao lado ou dar play logo abaixo.
Também conversamos com o Eng. Agrônomo Doutor em Ciência do Solo Daniel João Dall'Orsoletta sobre o nutriente Nitrogênio e sua utilização para a agricultura, só dar play abaixo:
Após este conhecimento e as tecnologias em mão, agora é o momento de gerar estratégias e manejos adequados a cada produtor, assim possibilitando uma melhor utilização dos fertilizantes e maior receita liquida para o produtor, não ficando tão refém do mercado internacional e independente de sua volatilização, manter uma rentabilidade média saudável.

