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Agro Depende

O que a Revolução Verde causou no Brasil!

O que mudou no campo desde a década de 60 com ciência, mecanização e insumos, e por que as críticas à Revolução Verde esquecem de onde se partiu.

Por Agro Depende ·

Os conhecimentos sobre a química que acontece no solo, nos possibilitaram entender como podemos maneja-lo da melhor forma, buscando cultivar plantas que servem para o nosso interesse, como é exemplo a Soja, Milho, Trigo, Algodão, Hortifruti, dentre outros diversos alimentos, fibras e madeira.

Esta revolução da utilização de conhecimentos científicos, técnicos, visando a utilização de insumos que possibilitam um melhor aproveitamento das áreas do território Brasileiro e também um aumento de produtividade, diminuído fatores que reduziam o potencial produtivo, como variedades de baixo teto produtivo, ataque de pragas e doenças, baixa fertilidade dos solos, falta de automatização no campo. dentre outros, iniciou no Brasil por volta da década de 60. Trazendo um intercambio de conhecimentos mundiais e possibilitando a observação e desenvolvimento de tecnologia, ciência e desenvolvimento nacional.

Na conversa que tivemos com o Ex-Ministro da Agricultura, presidente da Abramilho e Indicado ao Nobel da Paz, Alysson Paolinelli, podemos escutar sobre este desenvolvimento tão fantástico que ocorreu no Brasil, evoluindo de um país que importava boa parte dos seus alimentos para um dos maiores produtores e exportadores de alimentos do mundo.

Para ouvir este episódio fantásticos que gravamos com Alysson Paolinelli, é só dar play no link abaixo ou clicar na imagem.

Muito é criticado essa revolução, chamada de “Revolução Verde”, devido o inicio da utilização de mecanização agrícola (que por muitos foi considerado como uma forma de tirar o emprego do trabalhador rural), o inicio da utilização de defensivos químicos (o que muitos consideram o envenenamento da sociedade e uma falta de responsabilidade ambiental e um problema de saúde pública) e da produção em larga escala de commodities (que muitos consideram uma falta de responsabilidade ambiental e social, pois produzem só um produto que será vendido no comercio internacional como um produto e não como alimento).

Porém, o que estes críticos não observam, é que a revolução verde, possibilitou um desenvolvimento para a Agropecuária Brasileira, uma vez que ela era basicamente de subsistência, alimentando famílias que muitas vezes viviam na miséria, existindo realmente periferias rurais, onde apenas o excedente era comercializado e muitas vezes, mesmo possuindo produção de alimentos, faltavam outras necessidades básicas como educação e saneamento básico por exemplo.

Para conhecer um pouco mais sobre a história da Agropecuária Brasileira, ouça a histórica de quem vivenciou todo este desenvolvimento e transformação nos links abaixo:

A Agropecuária tinha uma monocultura ainda mais preocupante, sendo basicamente café, fumo e cana, diminuindo a possibilidade de mercado para o país, falta de opção para o produtor rural, além de não possibilitar a rotação com cultivos diferentes e o monopólio de poucas famílias, uma vez que era um mercado muito fechado e dominado por poucos.

Hoje, no Brasil, possuímos uma diversidade muito grande de produtos agrícolas sendo produzidos, não se mantendo apenas em commodities como alguns falam, diferentes produtos agropecuários que mantem uma gigantesca cadeia produtiva e sustenta milhões de Brasileiros, tendo um potencial enorme de aumento nessas outra culturas.

Para se ter um melhor entendimento, abaixo estão alguns dados do IBGE sobre os principais produtos agropecuários produzidos no Brasil.

Disponíveis no link: https://www.ibge.gov.br/explica/producao-agropecuaria/

Estes dados do IBGE, mostram, que mesmo algumas commodities tendo uma dominância na balança comercial, o valor referido a outras produções é gigantesco, desmentindo a retórica que o Agro é só commodities, mas sim um compilado de uma diversidade gigantesca de produções, que só tende a aumentar.

Quando trazemos a pauta mecanização, se observa que os críticos realmente não entendem o que é trabalhar abaixo do sol forte, com ferramentas de ação mecânica manual e extensas horas de trabalho.

Pois esta era a realidade antes da mecanização, tendo uma grave deficiência de proteção, um grande prejuízo a saúde, além de não possibilitar um tempo de melhor qualidade, onde o produtor poderia ter um lazer ou estudar para aprimorar seu negócio ou ficar com a família, muitas vezes estimulando o trabalho infantil, uma vez que o trabalho precisava ser feito para sustentar a família e a mão de obra deveria ser extremamente barata para sobrar alguma lucratividade.

Sobre a utilização de defensivos e fertilizantes ou corretivos, além de genéticas aprimoradas de culturas, este é o ponto que mais vejo a ignorância dos críticos, pois como já comentamos em alguns episódios...

“Muitos que defendem a Ciência são contra os Transgênicos, e muitos que defendem os Transgênicos são contra a Ciência”

O que é uma dicotomia de ambas as partes!

Todas estas ferramentas que vieram junto com a revolução verde, necessitaram tanto da descoberta cientifica, como também do seu aprimoramento, legislação, testes, constante revisão para buscar a segurança da população, além de possuir sim uma base comercial para isto, mas estimulando a competição e desenvolvimento de novos produtos para facilitar e aprimorar a produtividade e produção, sendo cada vez menos nocivos e de maior segurança ambiental e para os seres vivos.

Além de auxiliarem no desenvolvimento do parque industrial metalomecânico, químico, frigorificos, biocombustiveis, transformação de matérias primas, esmagadoras de grãos, e diversas outras cadeias produtivas que só acontecem devido a produção primária dentro do Brasil, constituindo em 2021 a participação de 27,4% no Pib nacional, considerando todo o agronegócio com sua gama imensa de oportunidades nos segmentos agrícola e pecuário, de insumos, agroindústria, agrosserviços etc..

Além disto, o incentivo a pesquisa e o desenvolvimento de manejos, como é o trabalho da Embrapa em todo o território nacional, possibilita uma produção cada vez mais sustentável, e tanto a utilização de terras que eram improdutivas ou improprias para a agricultura, como também a renovação ambiental de outras terras, aumentando a produtividade por hectare e possibilitando que áreas improprias para a agricultura, como morros íngremes ou encosta de rios, possam ser preservadas, sem prejudicar a rentabilidade do produtor rural.

Alguns destes dados, você pode entender melhor, ouvindo os episódio que conversamos com autores de alguns livros que auxiliam no entendimento da cadeia da Agropecuária Brasileira.

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