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Agro Depende

Fertilidade, Solos, Milho Grão e Silagem

Por que os solos brasileiros pedem manejo constante e como a adubação muda entre o milho para grão e o milho para silagem.

Por Agro Depende ·

O Brasil possui solos com baixa fertilidade natural de forma geral, possuindo solos altamente intemperizados e ácidos, tendo necessidade de calagem para ser possível o início da prática de agricultura nas áreas e a reintrodução sistemática de nutrientes em forma de adubo, buscando manter os níveis dos nutrientes acima do nível critico, assim possibilitando para as culturas o máximo aproveitamento dos nutrientes, a máxima produção e também uma melhor eficiência dos insumos utilizados.

Predominam os Latossolos, Argissolos e Neossolos, que no conjunto se distribuem em aproximadamente 70% do território nacional. As classes Latossolos e Argissolos ocupam aproximadamente 58% da área e são solos profundos, altamente intemperizados, ácidos, de baixa fertilidade natural e, em certos casos, com alta saturação por alumínio. Também ocorrem solos de média a alta fertilidade, em geral pouco profundos em decorrência de seu baixo grau de intemperismo. Estes se enquadram principalmente nas classes dos Neossolos, Luvissolos, Planossolos, Nitossolos, Chernossolos e Cambissolos.
Embrapa

Devido a essas características, para ser possível atingir altas produtividades e se manter sustentável, é necessária muita ciência, manejos e profissionalismo, aprimorando técnicas constantemente, a fim de se obter os melhores resultados, sendo necessário um compilado de informações e históricos para uma melhor tomada de decisão.

Uma informação base para esta tomada de decisão, é entender primeiramente como o solo onde será cultivado está, tanto quimicamente, mas também biológica e fisicamente, assim com estes dados, gerar uma recomendação para ser implementada no campo.

Após entender como o solo está e realizados os manejos necessários para uma padronização do mesmo, é de extrema importância entender as necessidades nutricionais e fisiológicas das plantas a serem cultivadas, além da utilização e produção estimada a ser produzida, possibilitando uma melhor tomada de decisão de quando plantar, quanto e quando utilizar adubação, além de outros manejos.

Usando de exemplo a cultura do milho, dentro de uma mesma cultura, possuímos utilizações e recomendações diferentes, tendo 2 principais focos produtivos, o milho para produção de Grãos e o Milho para produção de Silagem.

Caso queira ouvir um pouco mais de forma resumida sobre este assunto, possuímos também o episódio Agro Depende Essencial, onde falamos de forma rápida, descontraída e resumida a Essência do assunto, o primeiro episódio foi lançado hoje, com o Eng. Agrônomo e Host do Agro Depende Cassiano Sartor Decker, falando um pouco sobre o Milho Grão e Silagem, para ouvir só dar play abaixo ou clicar na imagem ao lado:

O milho para produção de grãos, tem como objetivo produzir o máximo possível de grãos em uma mesma área com o menor investimento por tonelada de grão, retirando da lavoura apenas o grão, deixando toda a palha restante da planta na lavoura.

Já o milho silagem possui uma utilização diferente, ele busca produzir o máximo possível de massa seca por hectare, tanto de grãos como de parte aérea, com a melhor qualidade bromatológica possível e com o menor investimento por tonelada de silagem produzida.

Devido esta diferença de produto retirado da lavoura, mesmo ambas as plantas possuindo uma necessidade nutricional semelhante, a retirada de nutrientes do sistema é diferente.

Você pode estar se perguntando:

Como assim, possuem diferenças mesmo sendo a mesma planta?

Eu explico, mas se quiser ouvir um podcast que vai te auxiliar a entender com maior profundidade sobre o assunto, ouça o 149ºAD – Adubação Milho Grão e Silagem, onde conversamos com o Engenheiro Agrônomo Fabiano Paganella e falamos sobre as semelhanças e diferenças na adubação para o Milho Grão e Silagem, é só ouvir abaixo ou clicar na imagem ao lado.

Quando é realizada a colheita do grão do milho, todo o restante da planta que não é grão, é reintroduzido na lavoura, deixando uma grande quantidade de palha disponível para que os microrganismos e macrorganismos do solo façam a festa e degradem toda essa matéria seca, assim disponibilizando novamente no solo boa parte dos nutrientes que foram absorvidos pela planta, estes nutrientes ficam disponíveis para as próximas plantas que irão de desenvolver ou serem cultivadas na mesma área.

Quando realizamos a colheita da silagem, a maior quantidade da parte aérea é retirada da lavoura, sendo colhido grão e planta inteira ao mesmo tempo, não ocorrendo a introdução de uma quantidade tão significativa de palha no sistema, como ocorre no milho grão. Devido a esta característica, a necessidade de reintrodução de nutrientes e maior adubação da quando produzido milho silagem é maior, devido exatamente a essa maior quantidade de nutrientes retirados do sistema.

Para que não ocorra uma perda de fertilidade desse solo e as quantidades de nutrientes se mantenham equilibradas, é necessário a realização de análises de solo periódicas, buscando entender as necessidades e limitações deste solo, assim possibilitando uma produção mais efetiva e sustentável, não apenas financeiramente, mas técnica, ambiental e socialmente.

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